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Clima hostil e pressão aguardam Inter no Horto

Publicado em 06 - 05 - 2015
Clima hostil e pressão aguardam Inter no Horto

Inter treina no Horto

Colorado ainda não pontuou desde que Independência foi reformado e se tornou alçapão do Atlético-MG

Um clima hostil. Muita pressão. Um verdadeiro alçapão. Não será amistoso o ambiente para o Inter no Independência, a partir das 22h desta quarta-feira. A torcida do Atlético-MG, como de hábito, jogará junto para empurrar o time de Levir Culpi em busca da vitória. Porém, os colorados não parecem abalados. Mesmo que o retrospecto seja negativo. Confiantes, os gaúchos garantem estar prontos para voltar a Porto Alegre com um bom resultado, que encaminhe a classificação para as quartas de final da Libertadores. A receita está pronta e reside no talento de seus melhores jogadores. Ou seja, a ideia é mudar o famoso ditado e sair vivo do Horto.

Se o estádio é confortável, não traz tranquilidade ao visitante. Pelo contrário. A arquitetura lembra La Bombonera, o mítico estádio do argentino Boca Juniors. Vertical, apresenta três lances de arquibancada. No último nível, os fãs permanecem em pé. A acústica privilegia a pressão. A massa canta e o som reverbera.

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Essa conjunção de fatores casou com o Atlético-MG. Apesar de o América-MG ser o dono do estádio com direito a símbolo estampado, quem mostra sua força lá é o Galo. O fanatismo da torcida parece ter casado com o estádio, que contagia ainda mais os jogadores. O principal cântico dá o tom de que os visitantes não são bem vindos e, geralmente, sofrem: "caiu no Horto, está morto". O Horto é o bairro no qual está encravado o Independência. O diretor de futebol Carlos Pellegrini comentou sobre como será a acolhida.

- O público estará todo em cima. Provavelmente, dará um eco violento, é todo fechado. Mas gostei do lugar. É mais um desafio. O estádio é muito belo, confortável. Não será um grande público pelo tamanho, mas fará muito barulho. É perfeito para a Libertadores.

Com o apoio das arquibancadas, o Inter acredita que o Galo se atire ao ataque nos primeiros momentos. O que pode virar trunfo gaúcho, em função da velocidade de nomes como Valdívia e Eduardo Sasha, como vislumbra o presidente Vitorio Piffero:

- Eles atacam bastante. E tomara que façam isso contra nós. Temos jogadores de velocidade. Se fizerem isso, sofrerão com nossa principal arma, o contra-ataque. O Inter sairá vivo. Estamos preparados. O empate fora sempre é bom. Com gols, melhor ainda.

Na noite da última terça-feira, o Inter realizou o reconhecimento do estádio. Diego Aguirre tinha programado um trabalho com os portões fechados, mas foi demovido da ideia pela cúpula. A razão? Apenas a imprensa ficaria sem os segredos do time, já que o Atlético-MG é o mandante. Piffero chegou a brincar que esperava no mínimo 12 espiões no local.

intert

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