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Atlético-PR e Coritiba se unem para pedir paz no clássico de domingo

Publicado em 19 - 06 - 2015
Atlético-PR e Coritiba se unem para pedir paz no clássico de domingo

Diretores e jogadores dos clubes se reuniram para entrevista coletiva

AtleTiba de domingo tem tudo para ser o jogo da paz

Em mais uma iniciativa de união entre os clubes, Atlético-PR e Coritiba realizaram uma entrevista coletiva conjunta para promover o Atletiba deste domingo, às 16 horas (de Brasília), na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro. Destacando o novo momento de harmonia entre os eternos rivais, o presidente rubro-negro, Mário Celso Petraglia, acredita que, com essas ações, é possível recuperar o futebol paranaense, que tanto politicamente quanto em campo perdeu espaço nos últimos anos.

"Temos a satisfação de receber nosso co-irmão no próximo domingo, no primeiro jogo do maior clássico do futebol paranaense em nossa casa. Essa amizade que temos entre as direções é para o engrandecimento do nosso futebol, para defender nosso estado junto à CBF, e os projetos que estamos pensado para reformar este esporte que é a alegria do nosso povo", afirmou o cartola, que pediu o mesmo clima fora de campo, entre as torcidas "Que se retrate em nossa cidade, em nossos bairros, que seja um Atletiba da paz. Deixe que nas quatro linhas os atletas defendam nossas cores, no melhor fair play possível", completou.

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O dirigente rubro-negro ainda garantiu a segurança do espetáculo, que pela primeira vez acontecerá em um palco ‘padrão Fifa’. "Sempre fomos defensores de não ter obstáculos entre a torcida e o campo de jogo. É uma questão de cultura, de hábito e de punibilidade aos agressores. Isso se consolidou no futebol brasileiro depois da Copa. Todas as providências foram tomadas para evitar um incidente maior para evitar prejudicar o espetáculo ou as instituições", afirmou.

Do outro lado, o presidente coxa-branca, Rogério Bacellar, destacou que a iniciativa é a segunda no ano e reforça uma parceria que já tem rendido bons resultados nos cofres dos clubes. "É o segundo passo que damos mostrando a integração de Atlético e Coritiba fora de campo. É uma interação saudável e que reflita em todos os torcedores. A rivalidade é dentro do campo e sadia. Trabalhamos conjuntamente para o crescimento do futebol paranaense, trazendo frutos comerciais para os dois clubes", disse.

Jogadores querem concentração em campo e paz fora deles - Além das ações de integração e da festa prometida pelo torcedor rubro-negro, teremos jogo, com duas equipe vivendo momentos opostos na competição. O goleiro Weverton espera que o Atlético siga embalado, com os pés no chão e concentrado para continuar no bom caminho. "Nosso elenco está consciente, fazendo uma boa semana de trabalho, sabendo que será um grande jogo. Precisamos estar concentrados, bem ligados. Faremos um grande jogo e, se possível,sair com a vitória", projetou.

Pelo lado alviverde, o zagueiro Luccas Claro acredita que chegou a oportunidade de dar uma virada na campanha e encerrar a sequência de cinco de derrotas. Para isso, o segredo pode estar nos detalhes. "Em qualquer competição, clássico representa muita coisa, para ambas as partes. O Coritiba não vive um grande momento, mas uma vitória no clássico dá confiança, é um peso que você tira e as coisas começam a fluir naturalmente. O Atlético vive um bom momento, mas, no clássico, é quem estiver mais atento. Será um jogo disputado", analisou o jogador.

Terminada a partida, a esperança é de que os torcedores voltem sem incidentes para casa. Esse é o desejo do defensor, que pediu paz aos dois lados. "Não podemos fingir que não acontece nada nos clássicos, aqui ou no resto do Brasil. Acabou o jogo, acaba a rivalidade. Que todos possam ir para casa, famílias, crianças, idosos. Que seja um clássico da paz mesmo", pediu.

Ainda neste assunto, o presidente Petraglia fez um apelo para que imprensa, federações e clubes ajudem a modificar a mentalidade do torcedor brasileiro, que precisa ir aos campos para buscar diversão, não apenas resultado. "O dia seguinte daquele que perdeu é insuportável. Mas nesse esporte ninguém ganhar sempre. Temos que mudar essa cultura, que veio com as organizadas, com o desvirtuamento do futebol, que virou uma guerra, não de entretenimento", concluiu.

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