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Os piores casos de racismo no futebol

O caso do volante Gabriel Tiné, de 16 anos, que foi chamado de macaco, em português, pelos juvenis do Juventus da Itália trouxe à tona um tema desagradável e recorrente no futebol, o racismo.

O ex-jogador Edmundo utilizou o Facebook para desabafar: “Lamentável o que aconteceu na Itália com a equipe sub-16 do Vasco contra o Juventus. Como é vergonhoso descobrir que ainda existem atos de racismo dentro de esportes tão tradicionais. Joguei na Itália e repudio qualquer ato desse tipo. Inclusive, defendo punições graves e espero que o preconceito acabe no futebol, nas ruas e no mundo. Absurdo! Apesar de tudo, parabéns pela vitória, Vasco!!!”

Veja o Twitte de um dos jogadores do VASCO ofendidos pelo Juventus:

Diante do ocorrido, o Vasco também emitiu uma nota de repúdio ao caso e ressaltou a histórica luta vascaína contra o racismo. Em uma época em que o futebol no Brasil era considerado um esporte para brancos, o clube aceitava negros em seu elenco.

Veja alguns dos principais casos de preconceito sofridos por atletas brasileiros:

1. Na partida contra o Ituano, pelo Campeonato Paulista, o atacante Neymar, do Santos, voltou a acender uma polêmica no futebol: o racismo. O jogador questionou o técnico Roberto Fonseca, da equipe adversária, se o mesmo havia o chamado de “macaco”. Porém, sem ter certeza, Neymar voltou atrás e decidiu não polemizar.
Essa não é a primeira vez que o craque brasileiro se envolve em uma suspeita de racismo. Em um amistoso contra a Escócia, em março de 2011, o craque marcou os dois gols da vitória brasileira e foi intensamente vaiado pela torcida adversária. Durante a partida, um torcedor alemão infiltrado na parte da arquibancada com o maior número de brasileiros atirou uma banana em campo, em provocação ao jogador. Relembre outros atletas que também sofreram com preconceito

2.Poucas horas mais cedo, outra polêmica. O lateral-direito Daniel Alves, que atua no Barcelona, ficou indignado com as manifestações da torcida do Real Madrid, no clássico entre as equipes e desabafou sobre a perseguição que sofre nos gramados espanhóis por meio do Twitter.

— É incômodo. E não estou me referindo a este local, pontualmente. Normalmente vivo isso em todos os estádios que vou. Se luta de todas as formas para que não aconteça isso nos campos, mais ainda não conseguimos nada.

3. Outro caso que teve bastante repercussão é o do ex-zagueiro Antônio Carlos. Quando jogava no Juventude, ele esfregou os dedos no braço enquanto olhava para o volante Jeovânio, do Grêmio, em uma partida do Campeonato Gaúcho de 2006. Ele negou, mas pegou 120 dias de suspensão, e, curiosamente, ele encerrou sua carreira com a camisa 10 do Santos, cujo dono mais famoso é o Rei Pelé, um jogador negro.

4. Um dos casos mais notórios de racismo no futebol é o de Grafite. O atacante, então no São Paulo, foi xingado de “negro de m…” pelo zagueiro Desábato, que jogava no Quilmes, da Argentina, em uma partida pela Libertadores de 2005. Na ocasião, o jogador do Tricolor empurrou a cara do adversário e foi expulso, enquanto o defensor teve sua prisão decretada ainda no gramado do Morumbi e ficou detido por dois dias em uma delegacia. Posteriormente, Grafite retirou as queixas contra Desábato.

5. Depois de ir para Rússia, o lateral Roberto Carlos sofreu com racismo mais de uma vez. Em março, a torcida do Zenit atirou bananas em sua direção, e, em junho, o jogador deixou o campo mais cedo na vitória por 3 a 0 do Anzhi sobre o Krylya Sovetov pelo mesmo motivo.

6. Quando jogava no Palmeiras, o zagueiro Danilo ofendeu o defensor Manuel, do Atlético-PR, em uma partida de Copa do Brasil. Na ocasião, ele proferiu o insulto “macaco do c…” para se referir ao adversário. Como punição, ele ficou suspenso por 11 jogos do Campeonato Brasileiro. Julgado quase três anos depois, o atleta foi multado em mais de R$ 350 mil.

7. Outro caso em gramados brasileiros foi o de Máxi Lopez, que jogava no Grêmio, com o volante Elicarlos, do Cruzeiro. Na ocasião, o atacante teria xingado o adversário de “mono”, que significa macaco, em espanhol, e por pouco não saiu preso do Mineirão.

8. Ex-Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras, o atacante Obina sofreu com o racismo em uma partida da Copa do Brasil diante do Juventus, do Acre, em 2010. Em um treino do Galo na capital acreana, alguns torcedores adversários insultaram o jogador com gritos de “macaco”, o que gerou descontentamento do atleta. Em resposta aos ofensores, Obina igualou um recorde de Luis Fabiano e marcou cinco gols em sua estreia com a camisa alvinegra e o time venceu por 7 a 0.

Fontes: R7 e Globo Esporte.

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