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Historicamente, protestos pesados no Timão provocaram saídas de estrelas

Edílson, Tevez, Rivelino e Marcelinho Carioca, foram alguns dos jogadores “expulsos” do Timão.
Rivelino saiu em 1974, Edilson foi embora em 2000, Marcelinho r Ricardinho em 2001, Tevez, em 2006 e Roberto Carlos, em 2011. Quem vai sair dessa vez?

Protestos de torcedores contra o fraco desempenho da equipe estão tão presentes na história do Corinthians, quanto os inúmeros títulos conquistados pelo time alvinegro.
Em mais de 103 anos de existência foram incontáveis cobranças por parte da Fiel, pacíficas ou não. As mais intensas delas, aliás, sempre tiveram saída de jogadores como consequência. Por isso, é natural imaginar que a invasão de sábado ao CT Joaquim Grava pode provocar reações semelhantes.

A invasão dos torcedores ao CT resultou na destruição dos carros do zagueiro Paulo André e do auxiliar de preparação física Flávio Grava, filho do médico Joaquim Grava. Três celulares, um deles que pertencia ao meia Ramírez, e um rádio foram roubados. Uma porta de vidro do local foi quebrada.

Os mais perseguidos pela ira do torcedor são Alexandre Pato, Emerson Sheik, Romarinho, Douglas e Paulo André (dois deles, foram fundamentais na campanha do inédito título da Libertadores). Antes mesmo de cerca de 100 corintianos invadirem o CT e provocarem terror em funcionários, jogadores e diretoria, Pato e Sheik já encabeçavam a lista de negociáveis. Agora, a motivação do Corinthians em arrumar um destino para ambos aumentou.

Com um dos mais altos salários do elenco alvinegro e com contrato até julho de 2015, Sheik tem uma situação mais fácil de resolver. O problema é Alexandre Pato. Como custou R$ 40 milhões aos cofres corintianos, o clube não quer deixar de ter lucro em futura negociação. Só que a relação do jogador com a torcida está ficando insustentável. E, para piorar, ele começou a ser cobrando veementemente dentro do próprio elenco e também pelo técnico Mano Menezes.

Paolo Guerrero, até então protegido pela torcida, não gostou da pressão dos invasores e, segundo o presidente Mário Gobbi, foi “esganado” durante a invasão. No entanto, na última segunda-feira, ele postou mensagem em uma rede social afirmando que vai ficar.

JOGADORES JÁ PENSAM EM DEIXAR O CORINTHIANS

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Em outras oportunidades (as mais graves, no caso), três jogadores de peso no elenco alvinegro saíram pela porta dos fundos do clube. Em 2000, Edilson foi negociado com o Flamengo após quase apanhar em protesto. Em 2006, Tevez, após ter o carro chutado pela torcida, na saída do Morumbi, pediu para sair. Foi negociado com o inglês West Ham. E mais recentemente, em 2011, Roberto Carlos deixou o Timão para jogar no russo Anzhi após ameaças da torcida.

“Nunca invadiram aqui, foi a primeira vez. Sou diretor desde 2008 e nunca tive isso. O que passou antes passou. Cada caso é um caso. Já vi muitos protestos, e sempre foi resolvido com conversa. Nunca entraram aqui, invadiram, forçaram nada, nunca praticaram violência, ameaça, nada. O direito de manifestação é sagrado” comentou o presidente Mário Gobbi, esquecendo que Edílson chegou a ser agredido por torcedores e Tevez teve o carro chutado por fanáticos.

PRINCIPAIS JOGADORES QUE DEIXARAM O TIMÃO APÓS AGRESSÃO OU AMEAÇA DA TORCIDA:

Abaixo estão TODOS os jogadores que deixaram o Corinthians após “serem expulsos” pela torcida:

RIVELINO (1974)

Roberto Rivellino é considerado até hoje um dos melhores jogadores que vestiram a camisa do Corinthians. Apesar da técnica apurada, belos passes e precisão em cobranças de falta com a perna esquerda, o Reizinho do Parque era muito cobrado pela escassez de títulos que o time vivia desde 1954.
O ápice da indignação da torcida com o meia aconteceu em 1974, quando o Corinthians precisava de um empate com o Palmeiras na final do Campeonato Paulista para se sagrar campeão estadual. Porém, o Verdão venceu por 1 a 0 com péssima atuação do camisa 10, que atuou quase como um defensor durante toda a partida.

Acusado de falta de comprometimento e individualismo pela torcida, foi negociado com o Fluminense, onde marcou três gols contra o ex-clube logo em sua estreia.

EDÍLSON (2000)

Meses depois da primeira conquista do Mundial de Clubes da Fifa, o Corinthians foi eliminado pelo arquirrival Palmeiras da Taça Libertadores da América (já havia caído para o Alviverde também na edição anterior, só que nas quartas de final). A queda em 2000, no entanto, causou a ira em parte da torcida. E houve invasão à sede do clube, no Parque São Jorge.

Principal alvo das críticas da torcida, o atacante Edílson quase foi agredido. Sem clima no clube, ele foi negociado com o Flamengo e mudou-se para o Rio de Janeiro.

MARCELINHO CARIOCA (2001)

O camisa 7 é o maior ídolo da história recente do Corinthians. Conquistou dez títulos, teve atuações brilhantes e sempre foi adorado pela torcida. No entanto, da mesma maneira que tinha talento com a bola nos pés, tinha para criar polêmicas. Na maior delas, brigou com Ricardinho em 2001 e saiu do clube pela porta dos fundos, encerrando uma geração vitoriosa.

Marcelinho voltou a jogar no Corinthians em 2006, depois de uma negociação estranha em que ele foi contratado para abater uma dívida financeira com o clube e saiu alguns meses depois com dinheiro para receber da diretoria. Ainda brigou com o volante argentino Mascherano e com o técnico Emerson Leão, antes de ser demitido.

Em 2010, foi anunciado como “Embaixador do Centenário”, e fez seu jogo de despedida contra o Huracán (ARG), com vitória por 3 a 0.

RICARDINHO (2001)

Um dos jogadores que mais conquistaram títulos pelo Timão (sete ao todo), Ricardinho era o grande xodó da Fiel torcida, ao lado de Marcelinho Carioca. No clube desde 1998, vindo do Paraná, foi convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo da Coreia e Japão em 2002.
Logo após voltar do Mundial, aceitou uma proposta do rival São Paulo de 2 milhões de reais, sendo na época a maior transação entre clubes brasileiros da história. A torcida é claro, não deixou de mostrar sua indignação com o meia. No primeiro jogo dele contra o Corinthians, foi xingado de “mercenário” e vaiado durante toda a partida.

Em 2006, voltou ao clube para a disputa da Libertadores da América. Mesmo com boas atuações, o time fracassou e ele foi negociado com o Besiktas (TUR).

CARLOS TEVEZ (2006)

O argentino Carlitos Tevez é lembrado até hoje como um dos principais ídolos da centenária história alvinegra. Apesar do pouco tempo que ficou no clube, a raça e dedicação na conquista do Campeonato Brasileiro de 2005 foram suficientes para conquistar a Fiel. Mas a torcida não o perdoou depois da eliminação para o River Plate nas oitavas de final da Libertadores de 2006.

Irritado com a cobrança, o argentino fez sinal de silêncio para a torcida depois de fazer um gol contra o Fortaleza, em partida no estádio do Morumbi. E, na saída do estádio, teve seu carro atingido por chutes de torcedores. A cena revoltou Carlitos Tevez. Logo em seguida, ele foi negociado com o inglês West Ham.

COELHO (2006)

A traumática eliminação na Libertadores de 2006 também fez outra vítima no Parque São Jorge. Revelado nas categorias de base do Corinthians, o lateral-esquerdo Coelho chegou a fazer boas partidas pelo clube. No entanto, na semifinal da competição sul-americana, no Pacaembu, o Timão vencia o River Plate (ARG) por 1 a 0 quando o lateral-esquerdo desviou um cruzamento contra a própria meta, empatando a partida.

Com a derrota por 3 a 1 e a consequente eliminação, Coelho foi emprestado ao Atlético-MG. Retornou ao Corinthians em 2008, e depois de ser vaiado pela torcida em todos os jogos, foi negociado em definitivo com o time mineiro.

ROBERTO CARLOS (2011)

O mais recente caso de jogador que foi “expulso” do Corinthians por uma manifestação de torcedores ocorreu em 2011, ano em que o Timão deu o pontapé inicial à gloriosa era Tite, com os títulos do Brasileirão, da Libertadores, do Mundial, do Paulista e da Recopa Sul-Americana. Em fevereiro daquele ano, o Timão foi eliminado de maneira precoce na Libertadores, pelo então desconhecido Deportes Tolima, da Colômbia. Além de antecipar a aposentadoria de Ronaldo, as ameaças dos torcedores provocaram a saída de Roberto Carlos.

O lateral-esquerdo pentacampeão do mundo, alegando ter sido ameaçado de maneira veemente por um grupo de torcedores, decidiu deixar o Timão rumo ao russo Anzhi.

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