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Após morte de Fernandão, D’Ale sugere aposentar a camisa 9 do Inter

Clube já decidiu que não irá usar o número no próximo jogo pelo Brasileirão e diz que planeja mais homenagens para o “eterno capitão” ao longo do ano

D’Alessandro nunca escondeu sua admiração por Fernandão. Abalado com a morte do ex-atacante em um acidente de helicóptero na madrugada deste sábado em Goiás, o argentino sugeriu que o Inter faça uma homenagem digna da importância do jogador para a história do clube: aposentar a camisa 9, com a qual Fernandão foi consagrado no Beira-Rio.

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– Acho que seria uma ideia legal se o governo fizesse uma homenagem com um nome de uma rua. Por parte do time, acho que talvez pudéssemos guardar a camisa 9. Ele é o camisa 9, não tem como, foi com ela que levantou o Mundial e deu tantas vitórias ao nosso Inter. Então seria muito legal se essa camisa pudesse ser guardada. Mas isso não depende de nós, depende da decisão da diretoria – disse o argentino, em entrevista à Rádio Gaúcha.

A direção do Inter já decidiu que não usará a camisa 9 no próximo jogo do time no Brasileirão, contra o Corinthians, no dia 17 de julho, em São Paulo. Em nota no site oficial, o clube afirma que fará uma série de homenagens para o “eterno capitão” ao longo do ano e que vai estudar as propostas sugeridas pela torcida para implementá-las após a Copa do Mundo, quando reassumir o controle do Beira-Rio, temporariamente cedido à Fifa.

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Herdeiro da braçadeira de Fernandão e também da condição de maior ídolo da torcida, D’Ale diz que levou para dentro do campo o que aprendeu com o capitão do Mundial enquanto ele foi executivo e técnico do clube, entre 2011 e 2012. Muitos jogadores do atual elenco também tiveram esse contato. Por isso, ele prevê dificuldades para o grupo ao voltar ao Centro de Treinamento do Parque Gigante para a retomada dos trabalhos, no próximo dia 13.

– Não tem como não lembrar dele no momento de usar a braçadeira, de colocar no braço. Acho que a gente vai sentir quando chegar no CT, porque vivemos um momento com ele dentro do clube. O grupo vai ter que ser forte. Empregados, diretoria e pessoas que têm um carinho muito grande por ele têm que ser fortes para levar o clube aos lugares onde ele merece. E o Fernandão, não tenho dúvida, gostaria que o clube continuasse brigando por títulos e talvez no fim do ano levantasse uma taça para ele.

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