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Grêmio perde na estreia do Gauchão com gramado sintético aos 60ºC

ogadores ficam com bolhas ao pisar em gramado que apontou 60ºC de temperatura. Técnico admite rival superior no 1 a 0, mas vê peso do piso sintético e do calor

Os termômetros chegaram a ultrapassar 60ºC de temperatura no gramado sintético do Estádio Passo D’Areia, durante a partida entre São José e Grêmio, que terminou com derrota tricolor por 1 a 0, neste domingo, na estreia no Gauchão (assista aos melhores lances). E foi assim, no calor incomum, que os jogadores gremistas reclamaram de queimaduras nos pés. O lateral-direito Tinga, por exemplo, mal conseguia pisar no campo no segundo tempo, mas ficara pelo limite de alterações. O técnico Marcelo Mabília ainda declarou que outros atletas, como o volante Matheus Biteco, também reclamaram de bolhas. De acordo com a Rádio Gaúcha, apenas três não sofreram danos: o zagueiro Rafael Thyere,o lateral-esquerdo Breno e o volante Jeferson.

A derrota, para o treinador, passou pelo calor e pelo tipo de piso da casa adversária. Não é possível colocar o revés somente na conta desses fatores, admite ele. O São José foi superior. Mas o desconforto dos atletas foi notável para o comandante.

– Jogadores vieram me mostrar a sola dos pés queimados, pedindo para serem substituídos, nunca tinha visto isso. Fizeram um esforço sobrehumano para conseguir jogar no segundo tempo. Não conseguiam botar uma chuteira, não conseguiam botar o pé no chão. Aos 25 do segundo tempo você via no rosto dos atletas, e aí foi um jogo muito previsível. Acredito que o piso com essa temperatura provocou consequências sérias – reclamou. – Eu acho que, quando a gente perde um jogo, o culpado somos nós. O São José foi superior, mas existem fatores que afetam na dinâmica do jogo e na performance da equipe.

Antes da partida e durante as paradas técnicas – foram três no jogo – os jogadores do São José molhavam os pés dentro de baldes com gelo (assista abaixo). O Grêmio não adotou a mesma prática. O lateral Tinga, cuja situação era a mais grave, declarou que foi preciso ter garra para permanecer em campo.

– Complicado, não consegui dar o meu melhor. Fui na garra, porque não tinha mais como substituir. No intervalo, quando eu voltei, não conseguia botar o pé no chão. Prejudicou bastante – lamentou.

– Não estamos acostumados a jogar assim, os pés ficam doendo, queimando. No primeiro tempo a gente estava muito mal, não conseguíamos jogar, estava muito quente. No segundo tempo, conseguimos jogar um pouco. Mas não como a gente queria – completou o volante Moisés.

O técnico do São José questionou as declarações. Segundo Beto Campos, os jogadores do Zequinha não sofreram com nenhuma queimadura:

– Eu não vi se algum atleta nosso saiu com bolha. Eu não vejo que o resultado tenha passado passado pelo calor.

Os dois times voltam a campo na quinta-feira. Pela primeira vez em 2014, o Tricolor jogará na Arena. A partida contra o Lajeadense está marcada para as 19h30m. Já o São José encara o Cruzeiro, às 19h, no Parque Lami.

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