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Grêmio diz que seus torcedores sofrem homofobia por ‘serem gaúchos’

O vice-presidente do Grêmio, Renato Moreira, assegura que o clube não compactua com as ofensas raciais direcionadas por parte de sua torcida ao goleiro Aranha, do Santos

Moreira pede para que a Procuradoria-Geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) fique atenta também a outras discriminações acompanhadas nas arquibancadas: sobretudo, a homofobia que os torcedores tricolores costumam sofrer, segundo ele, em partidas fora de casa.

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Os insultos não teriam nenhuma relação direta com o time, mas com o estereótipo carregado pelos cidadãos gaúchos.

“Não falam nada, mas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, virou cena comum, as demais torcidas recorrerem a cantos ofensivos para nos provocarem por sermos gaúchos. A Procuradoria (do STJD) deveria ficar atenta a isso e punir os torcedores – e não seus clubes – que fazem uso desses gritos homofóbicos. É homofobia, no fim das contas”, afirma Moreira ao ESPN.com.br.

“O CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) não fala em discriminação apenas em razão da cor, mas também de origem, dentre outras. Não é a ofensa a gremista ‘viado’ que incomoda, até levaria na flauta (brincadeira), se fosse o caso. Quando você invoca a condição de sua origem, de ser gaúcho, é discriminação da mesma forma. O código prevê a mesma pena, está tudo previsto”, prossegue.

O dirigente tricolor se refere ao artigo 243-G – dentre outros, um dos que baseiam a denúncia sofrida pelo clube na semana passada, após gritos de “macaco” vindos da arquibancada para o goleiro Aranha, em confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

“Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009)”, diz o texto.

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